Adolescente morto em briga será sepultado nesta quinta-feira; veja últimas atualizações do caso

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Adolescente morto em briga será sepultado nesta quinta-feira; veja últimas atualizações do caso

Alekson Ricardo Kongenski estudava no Colégio Cívico-Militar Padre José Canale, no Jardim Ponta Grossa

Alekson Ricardo Kongenski, o adolescente de 13 anos que morreu durante uma briga após a aula nas proximidades do Colégio Cívico-Militar Padre José Canale, em Apucarana, será sepultado nesta quinta-feira (23), às 11 horas, no Cemitério Cristo Rei. O corpo do garoto é velado desde às 19h30 desta quarta-feira (22) na capela mortuária do Jardim Ponta Grossa.

Alekson Kongenski morreu no início da noite de terça-feira (21). Um vídeo que circula nas redes sociais mostra ele trocando agressões com outro garoto. Na sequência, ele teria sido agredido por outro adolescente e mais alguns menores, segundo testemunhas.

Durante a briga, ele desmaiou depois de convulsionar. Socorristas foram chamados, mas o garoto não resistiu e morreu. Ele tinha problemas de saúde e tomava remédio, segundo a família. O caso gerou comoção em Apucarana.

Veja abaixo as últimas atualizações do caso.

Delegado da Polícia Civil fala em mal súbito
O delegado Felipe Ribeiro Rodrigues, da 17ª Subdivisão Policial (SDP), de Apucarana, assumiu a investigação. Segundo ele, a principal linha de investigação aponta que o menino sofreu um mal súbito decorrente da briga.

Ele ouviu três adolescentes envolvidos e também testemunhas. Segundo o delegado, a troca de agressões ocorreu mais diretamente entre o menino que morreu e outro adolescente. Os demais menores apenas estimularam a violência e não participaram, segundo ele.

Felipe Rodrigues acrescentou que não houve trauma registrado no corpo de Alekson, mas observou que aguardará laudo do IML (Instituto Médico Legal).

IML solicita exames complementares em Curitiba
Terminou de forma inconclusiva o exame de necropsia no Instituto Médico Legal.  O IML não conseguiu determinar a causa exata da morte  e, por isso, solicitou exames complementares em Curitiba.

Não foram encontradas no exame feito em Apucarana lesões, como asfixia ou algum trauma que pudessem levar à morte. O resultado, que deve demorar algumas semanas para ficar pronto, é fundamental para a sequências das investigações.

Secretaria de Estado da Educação manda comissão para Apucarana
A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed-PR) enviou uma comissão de direitos humanos de Curitiba para Apucarana. O grupo de profissionais designado pelo governo estadual vai acompanhar as investigações e também atuar junto à família e à comunidade escolar. Os integrantes da comissão devem iniciar o trabalho nesta quinta-feira (23). Estão previstas reuniões e também palestras.

Direção do Colégio Padre Canale diz que briga foi depois da aula
O diretor do Colégio Cívico-Militar Padre José Canale, Roberto Carlos de Oliveira, o “Canela”, disse que a briga ocorreu a 250 metros da escola, depois da aula, que terminou às 18h30 (por ser cívico-militar, o ‘Canale’ tem seis aulas). Ele lamentou a tragédia com o estudante e assinalou que o estabelecimento de ensino vai reforçar as ações de conscientização contra a violência e em defesa da paz.

Mãe disse que Alekson era “tranquilo”
A mãe do adolescente Alekson Ricardo Kongeski disse à imprensa que o filho era “tranquilo”. Aline Fernanda afirmou também que o garoto sonhava em ser policial. A mulher pediu agora justiça e se mostrou indignada. Ela contou que o garoto sofria crises convulsivas e tomava remédio para controlar o problema.

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