Após morte de petista no Paraná, presidenciáveis manifestam preocupação com violência na campanha

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Guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Aloizio de Arruda fazia festa temática do ex-presidente Lula quando ocorreu troca de tiros / Foto: Arquivo Pessoal

Após o assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda em Foz do Iguaçu (PR) por um bolsonarista durante uma festa de aniversário com decoração inspirada no Partido dos Trabalhadores (PT), presidenciáveis manifestaram preocupação com uma possível escalada da violência na campanha.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou em suas redes sociais e prestou solidariedade às famílias. “Uma pessoa, por intolerância, ameaçou e depois atirou nele, que se defendeu e evitou uma tragédia maior. Duas famílias perderam seus pais. Filhos ficaram órfãos, inclusive os do agressor. Meus sentimentos e solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de Marcelo Arruda”, escreveu.

O pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) disse que o ódio político precisa “ser contido”, citando a morte de “dois pais de família” fruto de uma “guerra absurda, sem sentido e sem propósito”. “É triste, muito triste, a tragédia humana e política que tirou a vida de dois pais de família em Foz do Iguaçu. O ódio político precisa ser contido para evitar que tenhamos uma tragédia de proporções gigantescas.”

Em nota à imprensa, a senadora Simone Tebet (MDB) afirmou que os episódios de violência refletem o acirramento da polarização política no País, fenômeno ao qual sua pré-candidatura se coloca como alternativa. “Lamento profundamente as mortes violentas em Foz do Iguaçu. Me solidarizo com as famílias de ambos. Mas o fato é que esse tipo de situação escancara de forma cruel e dramática o quão inaceitável é o acirramento da polarização política que avança sobre o Brasil. Esse tipo de conflito nos ameaça enormemente como sociedade. É contra isso que luto e continuarei lutando”, afirmou a presidenciável.

Depois de culpar a esquerda pelo violência, o presidente Jair Bolsonaro (PL) citou nesta segunda-feira (11) Adélio Bispo, autor do atentado a faca contra o então candidato à Presidência em 2018, para tentar contestar o fato de que o homem que matou a tiros um militante do PT, ontem (10), em Foz do Iguaçu, era seu apoiador. “Vocês viram o que aconteceu ontem, né, a briga de duas pessoas lá em Foz do Iguaçu? Bolsonarista, não sei o que lá… Agora, ninguém fala que o Adélio era filiado ao PSOL, né?”, declarou Bolsonaro em conversa com apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada, em Brasília.

O velório do petista acontece no Ginásio Sebastião Flor, segundo a prefeitura. O enterro está previsto para 14h, no Cemitério Jardim São Paulo. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, foi ao velório prestar suas últimas homenagens ao tesoureiro do partido em Foz do Iguaçu.

Os disparos foram feitos policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele está internado em um hospital de Foz do Iguaçu e sobreviveu a troca de tiros.

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