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Após um ano, o caso Nerileine Aguilar Miranda está em fase de instrução e ela já foi denunciada.

Nerileine é suspeita de ter aplicado um golpe em centenas de pessoas, alegando estar com leucemia. Ela promoveu campanhas para arrecadar dinheiro pra ajudar no tratamento da doença.

Somente em um evento beneficente a suspeita teria arrecadado mais de R$ 18 mil.  Segundo as investigações entre os dias 26 a 29 de setembro de 2016, data que supostamente Nerileine estaria em tratamento no hospital Albert Einstein, há registro que ela ficou hospedada num dos hotéis da rede Bristol, em Curitiba. E o retorno para Apucarana foi feito numa aeronave do Grupamento Aeropolicial – Resgate Aéreo (Graer).

O Promotor responsável pelo caso, Drº João Paulo informou que o Ministério Público requereu a prisão preventiva da acusada com base na garantia da ordem pública, alegando que o crime em tese praticado teria causado um abalo e comoção social, e também haveria riscos da investigada cometer outros delitos da mesma espécie.

“ A Magistrada Drª Carolline entendeu de maneira adversa, o que é bom deixar claro que não é questão de quem está certo ou errado, apenas divergência de entendimento. A Drª entende que não há no momento o risco para a ordem pública, uma vez que o crime já foi cometido há algum tempo, e que no momento não haveria riscos da reiteração criminosa da investigada, nem mesmo haveria uma comoção social em relação ao crime e isso não seria o suficiente para o decreto de uma prisão, esse posicionamento é diferente do Ministério Público,” destaca o Promotor

Ainda de acordo com o Promotor, há uma comoção social, e diversas pessoas foram lesadas e induzidas ao erro. E que o Ministério Público entende que  existe o risco à ordem pública e por isso recorreu da decisão. “Nós entramos com recursos contra o indeferimento da prisão preventiva que será apreciado pelo Tribunal de Justiça,” afirma.

O Promotor ainda disse, que diversas pessoas foram lesadas pela acusada, mas nem todas compareceram na delegacia para prestarem as informações, em razão disso ainda não se tem o montante do benefício e prejuízo causado.

“É muito importante que essas pessoas que foram lesadas, compareçam na delegacia prestem informações para que fortaleça até mesmo a acusação,” ressalta João Paulo.

A acusada atualmente estaria morando no interior de São Paulo.

O repórter Cadu Freitas, que acompanha o caso, conversou com o promotor, a entrevista completa segue no áudio abaixo.

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