Casos da Varíola dos macacos sobem em gays e bissexuais e preocupam autoridades

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Casos da Varíola dos macacos sobem em gays e bissexuais e preocupam autoridades

A varíola dos macacos é transmitida pelo contato com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados. Qualquer pessoa, independente do gênero ou idade, pode ser contaminada. Mas, agora, autoridades de saúde estão preocupadas com o número de pessoas LGBT que contraíram a doença.

Nos EUA, o CDC (Centro de Controle e Prevenção) contabilizava 1.972 casos prováveis ​​ou confirmados da doença no país no início desta semana. A maioria são homens gays e bissexuais, que relataram ter praticado algum tipo de relação sexual.

Essa é uma tendência que já vem sendo observada em outros países nas últimas semanas.  O Dr. Demetre Daskalakis, diretor da Divisão de Prevenção da HIV/AIDS do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), salientou que é pouco provável que um contato superficial seja a causa da doença. Um abraço mesmo sem camisa por exemplo. Para ele ainda não se sabe ao certo qual tempo de contato seria longo o bastante para permitir a transmissão.

O fato é que em espaços fechados, como saunas ou clubes, onde geralmente há contato anônimo com várias pessoas/parceiros, há uma probabilidade maior de a doença se espalhar. Daí pode derivar o maior número de casos entre homens gays.

Em entrevista à CNN Brasil, O médico Rico Vasconcelos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, disse que neste momento, em julho de 2022 no Brasil, os casos se disseminam de forma mais concentrada entre homens gays e, por isso, eles têm que estar mais atentos, entretanto  reforçou que “ninguém pega varíola dos macacos porque é gay”.

Fonte: Giz Modo Brasil

Autora:  Núbia da Cruz

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