Em entrevista exclusiva à 98fm Moro não revela em quem votaria para presidente no 2º turno

Apucarana começa a vacinar nesta quinta-feira crianças de 3 e 4 anos contra a covid-19
20 de julho de 2022
Karateca araponguense conquista medalha no Brasileiro e é convocada para a seleção
21 de julho de 2022
Em entrevista exclusiva à 98fm Moro não revela em quem votaria para presidente no 2º turno

Moro durante entrevista nesta manhã na 98 FM em Apucarana

Pré-candidato ao Senado, Sergio Moro (União Brasil) concedeu entrevista nesta quinta-feira (21) ao “Bom Dia, Cidade”, da 98 FM, em Apucarana. Em bate-papo com os apresentadores Cezar Neves e Alessandra Gonçalves no estúdio, o ex-juiz e ex-ministro da Justiça desconversou quando questionado em quem votaria em um provável segundo turno entre o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).  Ele também disse que o senador Alvaro Dias (Podemos) está “longe de ser” padrinho político dele.

Moro, que participou da abertura oficial do diretório municipal do União Brasil em Apucarana nesta quarta-feira (20) à noite, afirmou que está em situação parecida à eleição presidencial de 1989, quando o segundo turno foi entre Fernando Collor  (hoje no PTB) e Lula. “Collor e Lula se apresentavam como contrários à corrupção, mas depois a gente viu o que aconteceu. Collor sofreu impeachment e o Lula esteve envolvido em um dos maiores escândalos de corrupção do país no governo do PT”, disse.

Sem revelar em quem votou na época, ele também preferiu não dizer se votaria em Bolonaro ou Lula agora. “O União Brasil tem um pré-candidato a presidente, que é o Luciano Bivar. Ele está em campanha, é uma alternativa para quem não está satisfeito com os dois extremos. Antes do segundo turno não tenho como responder essa questão. Torço que a polarização não se confirme. Muita coisa pode mudar. Seria desleal da minha parte (falar agora). Chegando lá adiante, a gente vai avaliar”, disse. A posição é diferente do ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos) e ex-colega de Lava Jato, que disse que votaria em Bolsonaro no segundo turno quando questionado por um seguidor nas redes sociais.

Segundo Moro, quem está descontente com a escolha para presidente, deve prestar atenção na votação para deputado, senador e governador. “A oportunidade de transformação no país, de melhorar a vida das pessoas e evitar retrocessos pode vir de outras instituições”, assinalou o pré-candidato ao Senado.

Ele também negou que seja afilhado político do senador Alvaro Dias, com quem disputará a vaga do Paraná ao Senado. “Eu ganhei essa projeção pública com o meu trabalho como juiz, quando rompi a impunidade da corrupção, e como ministro da Justiça, quando a gente combateu o crime organizado. Eu respeito o Alvaro Dias, mas ele não tem nenhuma relação com a minha trajetória. Ele (Alvaro Dias) está longe de ser meu padrinho político”, afirmou.

Ele também defendeu na entrevista que será independente no Senado caso eleito. Moro afirmou que muitos políticos, inclusive, paranaenses, “estavam com Lula,  hoje estão com Bolsonaro, mas se o Lula eventualmente ganhar vão voltar a apoiar o Lula, como se fosse apenas atravessar uma rua”.

Sobre a rejeição dos petistas e também de muitos bolsonaristas, após o desentendimento e sua saída do governo de Jair Bolsonaro, ele reforçou sua postura independente. “Não tenho inimigos, pode ser que outros me considerem inimigo”, afirmou. Na página da 98 FM no Facebook você pode rever, na íntegra, a entrevista com o ex-ministro.

Comments are closed.