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Thomas de Oliveira Melo é acusado de matar e ocultar o corpo da esposa em 2019

O réu Thomas de Oliveira Melo é julgado em Apucarana desde o início da manhã desta quinta-feira (23) no Fórum Desembargador Clotário Portugal. Ele é acusado de matar e ocultar o corpo da ex-mulher Maria Helena Bispo Carvalho em setembro de 2019.

A expectativa é que a sentença saia até o final do dia. O caso gerou repercussão nacional. As advogadas Jaqueline Torres e Patrícia Fertonani, o promotor Eduardo Cabrini e o juiz Oswaldo Soares Neto atuam no júri.

Quatro testemunhas já foram ouvidas nesta manhã. O delegado Marcus Felipe da Rocha, responsável pelas investigações na época, também está prestando depoimento. O réu deve ser ouvido no início da tarde. Na sequência, os responsáveis pela acusação e defesa vão argumentar.

Um bom público acompanha os trabalhos no auditório do Tribunal do Júri, entre amigos, familiares da vítima, advogados e estudantes de Direito.

O julgamento estava marcado para 17 de maio, mas foi adiado a pedido da defesa do réu. Thomaz estava preso em Santa Catarina, onde foi condenado a uma pena de 11 anos de reclusão por uma tentativa de feminicídio ocorrida naquele estado. O réu está presente no julgamento nesta quinta-feira em Apucarana.

RELEMBRE O CASO
O corpo da manicure Maria Helena de Carvalho foi encontrado em 2 de maio de 2020 em um poço. A jovem estava desaparecida desde 11 de setembro de 2019, quando foi vista pela última vez.

Thomas de Oliveira Melo foi preso em São Francisco do Sul (SC) em 7 de março de 2020 após permanecer foragido por seis meses. Ele confessou à polícia a autoria do crime e apontou a localização do corpo.

De acordo com as investigações, ele matou a mulher e utilizou o celular da vítima para mandar mensagens para familiares dela na tentativa de afastar a polícia. Imagens de câmeras de segurança do prédio onde o casal morava registraram as últimas imagens de Maria Helena no dia 11 de setembro, data do desaparecimento.

Ainda segundo a Polícia Civil, o homem disse que matou a ex-mulher após uma discussão. A vítima pediu que o homem saísse da casa, mas ele se recusou. O acusado do crime também afirmou no interrogatório que não tinha intenção de matar. Ele foi transferido para Apucarana apenas em 1º de maio de 2020.

Maria Helena deixou dois filhos: um garoto de 12 anos e uma menina de seis anos, que vivem com a avó materna.

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